Pipoca, refrigerante e um livro: O Jardim Secreto



Pipoca, refrigerante e um livro consiste em comparar um livro com sua adaptação cinematográfica.

O Jardim Secreto

Título: O Jardim Secreto
Autor: Frances Hodgson Burnett
Páginas: 336 páginas
Editora: Penguin Companhia
Nota: ****

“[...] Ela respirou fundo novamente, porque não pôde evitar, afastou a cortina de ramos de trepadeira e empurrou a porta, que se abriu bem devagarzinho.
Mary se esgueirou pelo vão da porta, fechou-a atrás de si e se encostou nela, olhando ao redor e respirando bem rápido, de empolgação, espanto e alegria.
Estava dentro do jardim secreto.”
P.103 (O Jardim Secreto)

                          Sobre o Livro:                      

O livro é ótimo, amei do começo ao fim. A história da pequena Mary que, ao perder os pais num surto de cólera na Índia, é levada para morar na mansão de um tio na Inglaterra.
O comportamento de Mary é mimado e egoísta, tratando aos criados com insultos e ofensas, até conhecer a criada Martha, que possui uma personalidade forte e fala o que pensa. Martha me ganhou no momento em que apareceu na história, seu sotaque caipira e sua alegria em todos os momentos ajudaram a compor uma personagem marcante.
Mary fica solitária na enorme mansão e sai para explorar os jardins, a mando de Martha. É assim que ela encontra a chave enterrada que abre a porta para o Jardim Secreto. Ao chegar neste ponto, você já a vê com outros olhos, ela já está mais independente e também mais alegre.
Explorando a casa, Mary encontra seu primo Colin, um garoto mimado, egoísta e hipocondríaco, que passa os dias numa cama. Foi uma das minhas partes favoritas no livro, principalmente quando ela dá uma lição de moral no primo, fazendo-o se assustar com a atitude dela.
Dickon foi um personagem à parte, ele era uma graça, sorridente e tagarela, mostrando o lado de uma infância feliz a Mary e Colin. A presença de Dickon foi fundamental no livro, seu amor pelas plantas e pelos animais são rapidamente absorvidos pelo leitor.
O Jardim Secreto é um livro belíssimo, sua narrativa flui e num piscar de olhos o livro já terminou. Os personagens foram muito bem construídos, de modo que você conhece e se afeiçoa a eles com uma rapidez admirável. Os conflitos e as mudanças ao longo do livro são feitas de maneira que nada fique confuso ou sem sentido. Foi uma ótima e agradável leitura.

                       Sobre o Filme:                         

O filme muda a história desde seu começo. Os pais de Mary morrem após um terremoto na Índia, não pelo surto de cólera. A atriz que interpreta Mary foi muito bem escolhida, tem um ar azedo e uma palidez que condiz com a personagem descrita no livro. Já a atriz e a participação de Martha foram muito mal colocados ao longo do filme, a participação e influência da criada foram mínimas e insignificantes, de forma que ela não representa nada em comparação ao livro.
Mary encontra a porta do Jardim Secreto na primeira vez que vai passear no quintal. Na segunda vez que vai para o quintal, Mary consegue abrir a porta do jardim usando uma chave que encontrou numa gaveta, e não enterrada, como no livro.
O encontro entre Mary e Colin foi rápido, quanto que no livro ela ouviu o choro de uma criança em três episódios diferentes para poder encontra-lo. O ator conseguiu mostrar todo lado hipocondríaco de Colin e seu ataque de nervos ficou muito bom. A cena em que Mary dá uma lição no primo também foi mantida e com as mesmas falas, para minha total surpresa.
Muitas partes que julgo importantes no livro não foram colocadas no filme, mas o que mais me decepcionou foi o ator e a participação de Dickon. Ele parecia uma criança extremamente tímida, o que não condiz com a personalidade do personagem do livro, que é falante e extrovertido. Dickon quase não abriu a boca ao longo do filme.

O final ficou parecido com o livro, mas poderia ter um pouco mais de emoção. Bem, o livro é com certeza a melhor escolha, mas o filme não é ruim, apenas superficial em comparação com a estória do livro.



                                Assista ao trailer:                              








Beijos,
Amanda.


Direitos reservado à Amanda Aureliano. Não podendo ser reproduzido sem sua prévia autorização e consentimento.

0 comentários:

Postar um comentário



Visualizações

Arquivo

Categorias