Resenha: O Livro das Princesas



Oi, leitores
Como vocês sabem não costumo fazer observações antes das resenhas, normalmente vou direto a minha opinião sobre a estória, mas o post de hoje é especial, porque este livro também é. Eu vim para explicar que não haveria resenha hoje e nem deste livro, porém como o livro superou as minhas expectativas, eu não tinha como não compartilhar isso com vocês. Como são quatro estórias diferentes em apenas um livro, resolvi fazer uma resenha individual para os quatro contos num só post. Vamos as resenhas:


Título: O Livro das Princesas
Autor(es): Meg Cabot, Paula Pimenta, Lauren Kate, Patrícia Barboza
Páginas: 287 páginas
Editora: Galera Record

Minha opinião: Quando soube que haveria uma releitura dos tradicionais contos de fadas, simplesmente fui procurar mais informação, eu precisava descobrir quem escreveria. Me surpreendi ao ver que eram quatro escritoras. Eu amei o livro, as releituras ficaram excelentes e foi feita uma bela diagramação, que deixou o livro ainda melhor. De modo geral, gostei bastante, apenas uma releitura não me agradou muito.






             Minha opinião sobre A Modelo e o Monstro:          

A Modelo e o Monstro é a releitura de A Bela e a Fera, na visão de Meg Cabot, autora da famosa série O Diário da Princesa.

Meg foi muito criativa ao fazer de Belle (A Bela) uma modelo, sem falar que o título me agradou desde o começo. Belle é espirituosa, assim como as personagens de Meg costumam ser. Uma estória e narrativa dignas de Meg Cabot, ela conseguiu escrever um conto lindo e deixar o leitor com saudades no final.

“Em vez disso, enquanto afundava na inconsciência, só o que me perguntava era o que seria ele – homem ou monstro?”
página 39 (A Modelo e o Monstro)

Foram mantidas as principais características da Bela dos contos de fadas, como gostar de ler e ser forte, o que me agradou muito. Transformar Bela em uma modelo foi de grande criatividade. O conto foi muito bom, mas tive a impressão de certa pressa para acabar o livro, Meg poderia ter desenvolvido melhor o final, fora isso, gostei bastante.



                 Minha opinião sobre Princesa Pop:                 

Não sei se pelo fato de Cinderela ter sido a minha primeira leitura há anos, ou se pela fita K7 ter rodado tanto no vídeo que minha mãe chegou a pensar que ela fosse pegar fogo, talvez pela simpatia de seus personagens, ou pela superação da protagonista, mas Cinderela sempre foi o meu conto de fadas favorito e eu estava ansiosa e cheia de expectativas para esta releitura, mas quando soube que Paula Pimenta, uma das minhas autoras favoritas, iria reescrevê-la, eu fiquei com mais expectativas ainda.

“O Rafa disse que era a DJ Cintia Dorella, e que eu trabalhava apenas até meia-noite. Talvez por estar alcoolizado, ou por causa do meu toque de recolher, ele não entendeu meu nome e falou: ‘DJ Cinderela?’”
Página 101 (Princesa Pop)

Paula foi genial em seu conto. Ela simplesmente fez Cinderela virar Cintia, ser uma famosa DJ e transformou os bailes na corte em pomposas festas de 15 anos. A engenhosidade para transformar o conto vai desde mudar o sapatinho de cristal até Cintia não ser órfã, mas filha de pais divorciados. Não se esqueceu de nenhum dos personagens, madrasta, irmãs malvadas, fada madrinha, príncipe.

O livro ultrapassou as minhas expectativas e fez com que eu me apaixonasse novamente por este livro que foi o meu “bichinho de pelúcia” na infância. Princesa Pop reuniu redes sociais, revistas de fofocas, colégio, festas e baladas, sem perder a magia.

             Minha opinião sobre Eclipse do Unicórnio:             

Dos quatro, este foi o que menos gostei, Lauren Kate costuma ter uma boa escrita, porém sua releitura de A Bela Adormecia foi a que menos me envolveu. Há uma princesa, mas ela não me pareceu a personagem principal, este título foi dado a Percy, um rapaz apaixonado por sua ex-namorada.

“Um milênio sono adentro, enfim o castelo estava protegido. A hera venenosa encantada que subia por suas paredes tinha se fechado não apenas em um, mas em dois anéis inteiros e grossos em volta da construção de pedra que um dia reluzira, escondendo-a da vista de qualquer um que por ali passasse.”
Página 217 (Eclipse Unicórnio)

O final também não me agradou, pareceu-me um pouco repentino, mas acho que Lauren Kate foi a que menos trouxe o conto para o século XXI. A história é boa, porém não ficou muito diferente da Bela Adormecida convencional, apenas alguns elementos foram alterados. Eu, que imaginei um coma para a Bela Adormecida, me surpreendi com a entrada de um unicórnio na estória, mas acredito que Lauren quis passar que contos de fadas podem existir.

               Minha opinião sobre Do Alto da Torre:             

Ainda não havia tido a chance de ter contato com Patrícia Barboza, este foi o primeiro livro que li dela, e posso dizer que me surpreendeu muito. Tanto a escrita quanto a criatividade na releitura de Rapunzel fizeram com que em uma hora eu tivesse acabado o livro.

 “– Ah, uma princesa sem frescura! – Ela levantou e começou a rodopiar pela sala. – Que corre atrás do que ela quer. Que é decidida, destemida. Desistir dos sonhos por causa do suposto príncipe. Para poder ficar com ele? Princesas modernas nunca fazem isso! Se o príncipe quiser acompanha-la e dar todo o apoio, ótimo. Até porque, se ele não entender as necessidades da princesa, não é príncipe, mas um tremendo de um sapo. E nada de chorar! O mundo é muito grande e cheio de gente para se gastar tempo chorando por causa de uma única pessoa. Aposto que tem um monte de gente lá fora doida para conhecer uma princesa assim.”
Páginas 252 e 253 (Do Alto da Torre)

Uma escritora que tem o jeito brasileiro de escrever e isso me chamou bastante atenção durante a leitura. Ela percebeu os detalhes do conto de fadas e aproveitou-os para criar Do Alto da Torre, desde os longos cabelos loiros até o belo canto de Rapunzel.

Patrícia soube como passar sua mensagem, mostrando que qualquer garota pode ser uma princesa, não necessariamente uma garota recoberta de joias e vestidos de baile, ou com luxuosos palácios, mas que ser uma princesa é ajudar ao próximo, “descer do salto” e admitir o erro, isso é ser princesa. Eu a parabenizo, pois a mensagem ficou linda, assim como a releitura, senti a essência de Rapunzel e vi um novo conto de fadas se formar.

Beijos,
Amanda



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