Resenha: Um Gato de Rua Chamado Bob

Título: Um Gato de Rua Chamado Bob
Autor: James Bowen
Páginas: 236 páginas
Editora: Novo Conceito
Quando James Bowen encontrou um gato ferido, enrolado no corredor de seu alojamento, ele não tinha ideia do quanto sua vida estava prestes a mudar. Bowen vivia nas ruas de Londres, lutando contra a dependência química de heroína, e a última coisa de que ele precisava era de um animal de estimação. No entanto, ele ajudou aquele inteligente gato de rua, a quem batizou de Bob (porque tinha acabado de assistir a Twin Peaks).
Depois de cuidar do gatinho e trazer-lhe a saúde de volta, James Bowen mandou-o embora imaginando que nunca mais o veria. Mas Bob tinha outras ideias. Logo os dois tornaram-se inseparáveis, e suas aventuras divertidas — e, algumas vezes, perigosas — iriam transformar suas vidas e curar, lentamente, as cicatrizes que cada um dos dois trazia de seus passados conturbados.
Um Gato de Rua Chamado Bob é uma história comovente e edificante que toca o coração de quem a lê.



                                       Minha opinião:                                    

Quando comprei este livro imaginei algo parecido com Marley e Eu e comprei, mesmo que Marley e Eu tenha uma escrita um pouco arrastada, mas queria conhecer esta história, principalmente por já ter visto uma reportagem a respeito da história. Um Gato de Rua Chamado Bob é aquele livro que você começa sem muita pretensão, mas em poucos minutos não consegue mais largar.

A história real de James Bowen e de seu gato laranja, que entrou em sua vida para muda-la completamente. James um dependente químico em recuperação e Bob um gato de rua, machucado e abandonado. É assim que os dois se encontram, ambos em condições lastimáveis e solitários. Em pouco tempo, eles percebem ter mais em comum do que imaginam.

“Chegando mais perto, à meia-luz, vi um gato laranja enrolado sobre o capacho de um dos apartamentos do andar térreo, no corredor que partia do corredor principal.”

Página 10 (Um Gato de Rua Chamado Bob)

Foi uma leitura muito agradável. Com narrativa em primeira pessoa, James conta como sua vida, perto dos trinta anos, é uma constante luta contra a dependência química, vivendo num lugar medíocre, tocando nas ruas de Londres por moedas que mal pagam o gás. Quando sua vida está completamente revirada, ele encontra um gato laranja na soleira de uma porta vizinha, sujo, ferido, doente e muito magro. É com compaixão que ele leva o gatinho consigo e passa a cuidar dele.

O livro traz uma excelente abordagem do modo de vida de dependentes químicos em recuperação, além das dificuldades de sobrevivência nas ruas de Londres. Muitas das situações vividas por James são semelhantes às de várias outras pessoas aqui mesmo no Brasil. Por ser uma história verídica tudo parece mais forte, principalmente a violência e a incompreensão.

“Os gatos são notoriamente exigentes a respeito de quem gostam.”

Página 84 (Um Gato de Rua Chamado Bob)

Uma amizade entre um homem e um gato que mostra como muitas vezes um grande amigo pode vir de qualquer lugar. Arrisco ainda em dizer que Bob tem atitudes muito humanas durante o livro, mostra toda a sua afeição e dedicação, além de preocupar-se com James.

“- Somos você e eu contra o mundo – disse a ele. – Nós somos os dois mosqueteiros.”

Página 89 (Um Gato de Rua Chamado Bob)

Fiz a leitura em uma tarde, ela é bastante rápida e o livro é curto, o que me agradou, visto que conseguiu passar sua mensagem no tempo correto sem tornar-se maçante. Às vezes, ao tentar engrandecer e prolongar a história, o autor acaba deixando-a forçada, mas isso não acontece em Um Gato de Rua Chamado Bob.

O livro é excelente, superou minhas expectativas e ainda me proporcionou uma ampla visão do cotidiano nas ruas britânicas. Só posso dizer que agora o que mais quero é um autógrafo do Bob!

Beijos,
Amanda

0 comentários:

Postar um comentário



Visualizações

Arquivo

Categorias