Resenha: Divergente

Título: Divergente
Autor: Veronica Roth
Páginas: 500 páginas
Editora: Rocco
Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto.
A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é.
E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.


Minha Opinião: 

Depois de muito ouvir falar sobre a Distopia do momento, Divergente, resolvi que também precisava conhecer Veronica Roth. Animada pelas opiniões, que assim como o livro são bem divergentes, e pela estreia do filme nos cinemas, comecei a leitura com muitas expectativas.

O livro narra a estória de Beatrice, que vive numa sociedade que é dividida em facções, sendo elas: Amizade, Audácia, Abnegação, Erudição e Franqueza. Nesta sociedade, ao completar dezesseis anos, o jovem passa por um teste de aptidão, que lhes apontará uma facção, na qual eles deverão viver pelo resto da vida. Beatrice, porém, toma a difícil decisão e se depara com algo ainda mais complexo do que sua nova facção, descobrir quem são seus amigos, quem são os inimigos e quem ela mesma é.

“Minha mãe me disse certa vez que não podemos sobreviver sozinhos e, mesmo se pudéssemos, não desejaríamos tal destino. Sem uma facção, não temos qualquer propósito ou razão de viver.”
Página 26 (Divergente)

Narrado em primeira pessoa e de maneira muito fluida, quase não vi as 500 páginas do livro passarem. O romance inserido na narrativa me agradou, não houve um momento em que ele invadiu tanto o enredo que fiquei a me perguntar se estava lendo uma distopia ou um chick lit, pelo contrário, os personagens são donos de peculiares personalidades e são moldados nas mais ásperas situações, contrastando com o fato de estarem unidos, muitas vezes, pela dor, isso e vários outros aspectos tornaram o casal deste livro inesquecível. 

Achei também bastante original a divisão social em facções, de modo que não me senti tão deslocada em meio a elas. Algo que não me agradou muito na leitura foi o fato de ter se mantido tão vago, não houve muitas explicações e consequentemente, tive algumas perguntas sem respostas, porém fui advertida de que Insurgente, a continuação, possui muitas das respostas para estas perguntas.

Gostei muito da personagem principal, ela me pareceu forte o tempo todo, não era cheia de “frescuras” ou de objeções. Beatrice me agradou do começo ao fim do livro, o que muito me influenciou durante a leitura. Senti também uma boa construção dos personagens da obra. Roth fez uma excelente construção de seu elenco e posso dizer que foi o que mais me chamou a atenção. Só posso concluir dizendo que estou ansiosa pela continuação e também pela adaptação cinematográfica.

Beijos,
Amanda

Todos os direitos reservados a Amanda Aureliano.

3 comentários:

  1. Oi adorei sua resenha...mas vc já leu o livro reverso escrito pelo autor Darlei... se trata de um livro arrebatador...ele coloca em cheque os maiores dogmas religiosos de todos os tempos.....e ainda inverte de forma brutal as teorias cientificas usando dilemas fantásticos. Além de revelar verdades sobre Jesus jamais mencionados na história....acesse o link e digite a palavra reverso..www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp

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    1. Que bom que gostou da resenha, fico muito feliz... Não conhecia este livro, mas obrigada pela indicação.

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    2. Eu é que agradeço sua resenha...e quanto ao livro reverso vale cada minuto investido..abraços amiga.

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