Resenha: M ou N?

Título: M ou N?
Autor: Agatha Christie
Páginas: 238 páginas
Editora: L&PM Pocket
Pouco antes de morrer, um agente secreto britânico profere suas últimas palavras: "M ou N, 'São Susí'". Em meio ao clima de desconfiança que reina durante a Segunda Guerra Mundial, essas letras desconexas podem significar alguma pista. Mas quem poderia continuar a investigação sem levantar suspeita? É quanto entra em cena o casal Beresford: Tommy e Tuppence, já com os filhos crescidos, estão ávidos por voltar à ativa. Eles são recrutados para uma difícil missão: num pacato hotel, descobrir quem pode estar espionando para o governo alemão. Publicado em 1941, em meio à Segunda Guerra, quando Christie era já uma escritora estabelecida, M ou N? é um dos mais célebres romances da autora a tratar dos meandros da espionagem.



Minha Opinião: 


Mais uma vez, a Rainha do Crime transporta seu leitor para as páginas de seu livro. E desta vez somos envolvidos por uma trama repleta de espionagem e um casal inesquecível, Tommy e Tuppence.

O livro se passa durante a Segunda Guerra Mundial e é neste contexto que Tommy e Tuppence, que já investigaram muitos casos de espionagem, inclusive durante a Primeira Guerra, resolvem se alistar para trabalhar para o governo novamente, porém são recusados sob o pretexto de não se procurar pessoas de meia idade, apenas jovens. Em meio a isto um agente secreto morre e suas últimas palavras são: "M ou N, 'São Susí'". Ávidos por voltar à ativa, Tommy e Tuppence não recusam assumir o caso mal-acabado e mudam-se para o interior à procura de agentes inimigos infiltrados na Inglaterra.

"Deve haver algum engano. Não pode estar havendo nenhuma espionagem aqui. Simplesmente não pode!"
M ou N? (página 39)

Antes de mais nada, é preciso fazer uma ressalva. Os livros protagonizados pelo casal Tommy e Tuppence são cronológicos, ou seja, conforme os livros eram publicados os personagens envelheciam. Não sabendo desta cronologia, comecei por M ou N?, entretanto descobri na metade do livro, que este é o último caso do casal. Fiquei um pouco decepcionada por minha escolha, mas este fato não prejudicou em nada minha leitura, algumas vezes há citações de um caso ou outro do passado de ambos, mas nada que deixe o leitor confuso ou perdido.

Estava tão ansiosa por ler um romance de espionagem de Agatha Christie e por conhecer seu único casal protagonista. Fiquei eufórica ao descobrir o contexto do livro e com rapidez já estava acostumada ao ambiente.

"Por mais inocente que lhe parecesse aquele lugar, isso era meramente superficial. Atrás daquela máscara inócua estavam acontecendo coisas."
M ou N? (Página 83)

Sobre os personagens só posso dizer que os amei. Tanto Tommy quanto Tuppence me ganharam logo no começo do livro. Tommy com seu jeito certinho, focado e disciplinado, talvez um pouco desastrado também, e Tuppence eufórica, criativa, completamente guiada por sua intuição, além de muito ousada. O casal é simplesmente perfeito e tem uma sintonia muito legal e vísivel.

O desenrolar da trama é muito bom, apesar de ter conseguido solucionar o caso desta vez, pois a certa altura as pistas apontam bastante para os suspeitos. As cenas são cercadas por ação e perseguições, algo bem diferente do que os leitores de Poirot e Miss Marple estão acostumados a ver.

"Assim era, e sempre seria sua vida com Tuppence: uma aventura a dois..."
M ou N? (página 56)

O considerado Casal 20 de Agatha Christie, não é nada menos que 100. É impossível não amar Tommy e Tuppence!

Beijos,
Amanda

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