Resenha: Um Perfeito Cavalheiro

Título: Um Perfeito Cavalheiro
Autor: Julia Quinn
Páginas: 295 páginas
Editora: Arqueiro
Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse é um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, ela consegue entrar às escondidas no baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhce o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres. O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois, Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível. Agora os dois precisarão lutar contra o que sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem a chance de viver um amor de conto de fadas. Nesta deliciosa releitura de Cinderela, Julia Quinn comprova mais uma vez seu talento como escritora romântica. 

Não contém spoilers de O Duque e Eu e O Visconde que me Amava


Minha Opinião: 

A série de romances históricos Os Bridgertons conquistou-me como leitora desde o primeiro volume, O Duque e Eu (resenha). Cada livro narra a entrada de um dos filhos de Violet Bridgerton na sociedade e sua expectativas matrimoniais. Em Um Perfeito Cavalheiro, temos a estória de Benedict, o segundo mais velho.

O livro narra duas estórias distintas que irão, posteriormente se encontrar. Uma delas é a de Sophie, a filha ilegítima de um conde e que após a morte deste, ela passa a servir de empregada para a madrasta e as duas irmãs. A outra estória é a de Benedict, o segundo filho mais velho de Violet Bridgerton, e é em quem ela foca todos os seus esforços para o próximo matrimônio da família. As duas estórias se cruzam quando Sophie vai escondida a um baile de máscaras da família Bridgerton e conhece Benedict, e ambos sentem uma atração mútua. Porém, à meia noite, Sophie sai correndo da festa e nunca mais é vista por Benedict. Ele, por sua vez, não desiste de procurá-la e o destino está a seu favor.

"Ela se sentia como uma princesa - uma princesa audaciosa - e, assim que ele a convidara para dança, ela pusera a mão na dele. E, embora soubesse que tudo aquilo era uma mentira, que era a filha bastarda de um nobre e a criada de uma condessa, que seu vestido era emprestado e os sapatos, praticamente roubados, nada parecera ter importância quando os dedos deles se entrelaçaram."
Página 39 (Um Perfeito Cavalheiro)

Logo nas primeiras páginas, tive a grata surpresa de encontrar inúmeras semelhanças com meu conto de fadas favorito, Cinderela. Como não gosto de ler a sinopse não havia lido nada sobre esta relação, mas a autora se inspirou neste conto de fadas para fazer uma releitura. Era tudo o que eu precisava para amar ainda mais o livro.

É impossível, mesmo que redundante, não falar de Julia Quinn e não citar sua escrita, que é completamente irreverente, irônica e leve. Apesar de utilizar de terceira pessoa para narrar os livros, Julia consegue transmitir todas as sensações de maneira muito fluida e real, e muitas vezes não percebemos a narração por esta perspectiva.

"E então ela precisava lembrar a si mesma da realidade da situação, e isso doía muito."
Página 130 (Um Perfeito Cavalheiro)

Os personagens são seu principal destaque, pois os livros tem quase que basicamente a mesma fórmula, mas são seus protagonistas que fazem toda a diferença. Sophie e Benedict são engraçados e irônicos, as falas e pensamentos foram aos modos de O Duque e Eu e O Visconde que me Amava, sempre com muita peculiaridade.

Algo a se ressaltar, no entanto, é que o título, Um Perfeito Cavalheiro, não traduz muito bem a obra. Benedict não é um exemplo de cavalheiro em muitos momentos do livro, algumas de suas propostas mostram-se bastante inconvenientes. O título original também remete ao cavalheiro (An Offer from a Gentleman), entretanto não concordo com nenhum deles.

Uma leitura bastante interessante, cheia de ironia e tiradas engraçadas. Recomendo a leitura.

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