Resenha: A Grande Rainha (As Brumas de Avalon #2)

Título: A Grande Rainha
Autor: Marion Zimmer Bradley
Páginas: 229 páginas
Editora: Imago
A Senhora da Magia, A Grande Rainha, O Gamo-Rei e O Prisioneiro da Árvore são os quatro volumes que compõem As Brumas de Avalon - a grande obra de Marion Zimmer Bradley -, que reconta a lenda do rei Artur através da perspectiva de suas heroínas. 
Guinevere se casou com Artur por determinação do pai, mas era apaixonada por Lancelote. Ela não conseguiu dar um filho e herdeiro para o marido, o que gera sérias conseqüências políticas para o reino de Camelot. Sua dedicação ao cristianismo acaba colocando Artur, e com ele toda a Bretanha, sob a influência dos padres cristãos, apesar de ser juramento de respeitar a velha religião de Avalon. 
Além da mãe de Artur, Igraine e de Viviane, a Senhora do Lago que é a Grande Sacerdotisa de Avalon, uma outra mulher é fundamental na trama: Morgana, a irmã de Artur. 
Ela é vibrante, ardente em seus amores e em suas fidelidades, e polariza a história com Guinevere, constituindo-se em a sua grande rival. Sendo uma sacerdotisa de Avalon, ela tem a Visão, o que a transforma em uma mulher atormentada. 
Trata-se, acima de tudo, da história do conflito entre o cristianismo, representado por Guinevere, e da velha religião de Avalon, representada por Morgana. 
Ao acompanhar a evolução da história de Guinevere e de Morgana, assim como dos numerosos personagens que as cercam, acompanhamos também o destino das terras que mais tarde seriam conhecidas com Grã-Bretanha. 
As Brumas de Avalon evoca uma Bretanha que é ao mesmo tempo real e lendária - desde as suas desesperadas guerras pela sobrevivência contra a invasão saxônica até as tragédias que acompanham Artur até a sua morte e o fim da influência mítica por ele representada. 
Igraine, Viviane, Guinevere e Morgana revelam através da história de suas vidas e sentimentos a lenda do rei Artur, como se ela fosse nova e original.



Minha opinião:

Após a leitura de A Senhora da Magia, primeiro volume da série As Brumas de Avalon, comecei quase que instantaneamente o segundo livro e em nada me decepcionei.

Neste volume, após sair de Avalon, Morgana vai morar com sua tia Morgause, enquanto espera o nascimento de seu filho com Artur. Porém, o casamento do novo rei está sendo arranjado com a filha de um poderoso rei, Gwenhwyfar (Guinevere). A rainha, entretanto, é apaixonada por Lancelot e sua situação só piora quando ela não consegue conceber um sucessor para Artur. Os conflitos entre cristãos e pagãos só piora na Bretanha e Artur passará por grandes provações como novo rei de um povo pagão e cristão.

É impressionante como a narrativa deste livro flui rápido e prende o leitor de maneira significativa. A autora é muito boa descrevendo, sua escrita transcreve de maneira elegante a lenda.

Os personagens, devo destacar, são fantásticos. Ela nos presenteia com uma Morgana forte, a quem me apeguei rápido, um rei Artur com muitos complexos, um Lancelot forte e amigo, mas o principal ponto é Gwenhwyfar.

Com sua fervorosa paixão pelo cristianismo, ela faz Artur tomar decisões que põem em risco sua credibilidade com o povo, além de ser irritantemente beata e menosprezar e insultar, para não dizer não tolerar, nada do que é diferente do seu pensamento. Tive raiva dela na maior parte do livro, mas havia momentos em que eu sentia pena dela, com seu pensamento restrito e pequeno. É importante ressaltar como a autora apresenta a hipocrisia de maneira sutil, mas leva ao leitor a detestar Gwenhwyfar, que se diz cristã e beata, mas que não para de ter pensamentos pecaminosos, além de trair o marido, ela acaba também, muitas vezes, se envolvendo com magia, aquilo que ela tanto ia contra.

Em relação aos combates, não se deve esperar muito, pois o livro é visão feminina e as mulheres não eram levadas para a guerra, assim sabemos da luta contra o saxões através das cartas que elas recebem.

Este livro foi, até agora, o ápice entre a luta entre o cristianismo, representado por Gwenhwyfar e o paganismo, representado por Morgana. Uma narrativa forte e envolvente capaz de prender o leitor. Recomendo muito a leitura.


7 comentários:

  1. Hey, Amanda, tudo bem??
    Eu sempre quis ler As Brumas de Avalon e sua resenha deste livro me deixou com mais vontade ainda de lê-lo! Eu sou fascinado por coisas que envolvam magia, religião e lutas, creio que vou gostar bastante dessa série ^^
    Abraços!
    http://enjoythelittllethingss.blogspot.com.br/
    Ps. Gostei muito do seu blog e já estou seguindo ^^

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    1. Oi, Guilherme
      Também sempre tive vontade de ler a série e quando comecei não conseguia mais largar o livro. A autora cria um universo tão envolvente que não dá para parar de ler! Se você gosta de todos esses elementos, acredito que vai gostar muito de As Brumas de Avalon.
      Seja muito bem-vindo ao blog. Espero que volte sempre! :)

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  2. Oi Amanda!
    Gostei muito da resenha. Já tinha ouvido falar dessa série, mas nunca me interessei muito xD
    Eu indiquei seu blog numa TAG, depois dá uma olhadinha lá ;)
    Beijos.
    www.choqueliterario.blogspot.com.br

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    1. Oi, Nicole
      Que bom que gostou da resenha! Apesar de ser muito elogiada por quem já leu, ela teve poucos adeptos. O que é uma pena!
      Vou ver a TAG, sim, e, assim que puder, responderei. ;)
      Beijo

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  3. Eu amo a tetralogia, e é muito bom ver o feminino tão bem representado por Morgana onde os homens são o principal da história da lenda do Rei Artur. Muito boa a resenha. Bjos

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    1. Oi, Lola
      Essa série é muito boa mesmo e essa nova perspectiva que ela nos proporciona por ser narrada pelas personagens femininas é impressionante.
      Fico feliz que tenha gostado da resenha :D
      Beijos

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  4. Eu amo a tetralogia, e é muito bom ver o feminino tão bem representado por Morgana onde os homens são o principal da história da lenda do Rei Artur. Muito boa a resenha. Bjos

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