Era uma vez... A importância dos Contos de Fadas


Leitores de diferentes gerações, nacionalidades e gostos muitas das vezes têm em comum a primeira iniciação na leitura através dos Contos de Fadas. Eu fui uma delas. Sempre nutri um carinho muito grande por essa histórias tão fantásticas cheias de princesas, príncipes, bruxas, feitiços, fadas, castelos e magia, e até hoje elas têm um lugar muito especial para mim.

É com muita alegria que inauguro a coluna Era uma vez?, na qual falarei sobre os Contos de Fadas na sua forma mais original e com uma comparação com as histórias que conhecemos. Quero encher o Instante do Livro com personagens que atravessaram os séculos e estão presentes na memória de tantas crianças.

Os contos eram histórias populares, passadas de boca a boca, que queriam trazer uma lição e conscientizar as crianças, principalmente. E, apesar de muitos os denominarem macabros em sua forma original, os Contos de Fadas não foram escritos com esse propósito.

A verdade é que a Europa, de onde vieram essas histórias, era um lugar não muito amigável durante a Idade Média. Invasões bárbaras e guerras eclodiam a todo momento e as histórias populares refletiam essa vivência, para que fosse fácil a identificação do povo local com o que era narrado. A isso deve-se também a presença dos castelos, reis, rainhas, príncipes, princesas, porque era algo natural e de fácil assimilação para as crianças da época, que viam esse tipo de coisa o tempo todo.

Ao longo dos anos, esses contos foram sendo copilados por nomes, hoje, muito conhecidos, como os Grimm, Perrault, Andersen, entre outros. Os contos foram ganhando uma forma mais uniforme com essas copilações.

Até chegarem às nossas mãos, hoje, porém, eles sofreram muitas mudanças e adaptações ao cenário e situação momentânea, mas sua essência ainda está ali, naquelas linhas.

E por que de fadas? Bem, acredita-se que houve um erro de tradução, e que, na verdade, os contos eram de FATOS, e não de fadas. O que faz bastante sentido, visto que buscavam a moralização. ;)

Mas de qualquer modo, não há como não se encantar com Branca de Neve, de esperar que a Cinderela perca o sapato, imaginar o tamanho do cabelo da Rapunzel, sentir um soninho com a Bela Adormecida, entre tantos outros personagens que enchem o imaginário.

Espero que gostem dos próximos textos e acompanhem a coluna! E como em todo Conto de Fadas, vamos esperar por um:









4 comentários:

  1. Oi Amanda.
    Confesso que não sou muito ligada em contos de fadas. Já li alguns livros infantis com os contos, mas nunca me aprofundei no assunto, embora tenha fuçado um pouco a internet atrás da versão "original" dos contos mais conhecidos. Eu os acho meio macabros, mas percebo tudo o que os autores tentavam passar, qual lição queriam que as crianças aprendessem.
    Ansiosa pelos próximos posts dessa coluna.
    Beijos

    Vidas em Preto e Branco 

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    1. Oi, Lary,
      Realmente, hoje, para nós, eles parecem bem macabros mesmo, mas é tudo uma questão de ponto de vista. Também nunca tinha ido muito a fundo sobre eles, conhecia mais o que ouvi quando criança, mas o original é mesmo bem diferente do que eu imaginava.
      Espero que acompanhe e goste da coluna! :)
      Beijo

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  2. Super curiosa para ver a sequência deste post.,
    bjs

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