Resenha: Fahrenheit 451

FAHRENHEIT 451 - Escrito após o término da Segunda Guerra Mundial, em 1953, 'Fahrenheit 451', de Ray Bradbury, revolucionou a literatura com um texto que condena não só a opressão anti-intelectual nazista, mas principalmente o cenário dos anos 1950, revelando sua apreensão numa sociedade opressiva e comandada pelo autoritarismo do mundo pós-guerra. O livro descreve um governo totalitário, num futuro incerto, mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar contra o status quo. Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instalados em suas casas ou em praças ao ar livre. A leitura deixou de ser meio para aquisição de conhecimento crítico e tornou-se tão instrumental quanto a vida dos cidadãos, suficiente apenas para que saibam ler manuais e operar aparelhos.



Minha Opinião: 

O típico livro sobre o qual eu não sabia quase nada e mergulhei numa história cheia de reviravoltas, política e conflitos.

Fahrenheit 451 vai contar de um "Estados Unidos futurista" (para época), onde os livros são mal visto pela sociedade, assim como quem os possui. E é função dos bombeiros queimá-los para que o conhecimento não se propague. Montag é um desses bombeiros e leva uma vida muito confortável, até que um dia ele resolve roubar um dos livros que deveria queimar e saber o que realmente há de tão proibido dentro deles.

"Reduza os livros às cinzas e, depois, queime as cinzas. Esse é o nosso slogan oficial."
Página 14 (Fahrenheit 451)

A narrativa é bem diferente, quase como se não seguisse um padrão. Bradbury narra os fatos com muitas comparações e tiradas sarcásticas ou reflexivas, o que se percebe também em seus personagens, que possuem diálogos bastante questionadores.

Entre os personagens a que gostei mais foi Clarisse, vizinha de Montag, que além de parecer louca, era muito questionadora do mundo a sua volta. Muitas dessas perguntas pairam sobre a cabeça do leitor durante a leitura.

Não dá para não se imaginar entre os muitos cidadãos cujas casas são queimadas, por terem livros escondidos em casa, afinal sou uma leitora e provavelmente estaria entre eles, colocando livro em cada pedaço oculto de casa.

"Às vezes pode levar ma vida inteira para um homem colocar seus pensamentos no papel, depois de observar o mundo e a vida, e aí eu chego e, em dois minutos, bum! Está tudo terminado."
Página 68 (Fahrenheit 451)

Como Distopia Clássica, este não foi o melhor livro que já li, mas nem por isso não merece o mérito. É importante frisar, porém, que não haverá cenas tão violentas quanto em 1984, mas não lhe tira a qualidade.

Ótima leitura. Recomendo muito para os que querem um livro de distopia clássica mais leve, mas sem perder a criticidade.



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